quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estupro

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Estupro

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Estupro, coito forçado ou violação1 é a prática não consensual do sexo, imposto por meio de violência ou grave ameaça de qualquer natureza por ambos os sexos. Ele consiste em uma penetração da vagina ou do ânus (ou, no sentido mais amplo, também da boca) de uma ou mais vítimas por um ou mais indivíduos. As vítimas podem ser homens ou mulheres.

Índice


Etimologia

"Estupro" procede do termo latino stupru.2 "Violação" procede do termo latino violatione.3
"Interior (o estupro)", pintura de Edgar Degas (1834-1917)

Formas de estupro

O estupro pode ser:
  • um ato individual de um ou mais indivíduos contra uma vítima ou um grupo pequeno. Se trata de atos isolados cometidos por indivíduos isolados. Essa forma é considerada, em praticamente todas as regiões da terra, um ato criminoso, pelo menos quando se refere a seres humanos. Uma forma especial é o estupro de vulneráveis, quando a vítima se encontra sob poder ou responsabilidade do estuprador. Uma outra forma especial é o estupro dentro do casamento, quando um dos parceiros, normalmente a mulher, não quer sexo mas é forçada pelo marido. Em muitos países e religiões, é considerado crime, inclusive na legislação; em outros, não, porque a mulher teria o dever de satisfazer os desejos sexuais do marido.
um ato generalizado com fundo corretivo, político, étnico, religioso ou doutrinário. Pertencem, a essa categoria, o estupro corretivo de lésbicas, o estupro étnico, o estupro com fins missionários em regiões muçulmanas4 e estupros sob critérios racistas, como o estupro de escravas negras por brancos no Brasil. Hoje em dia, essa forma de estupro raramente é oficializado na legislação de um país, mas é aceita em muitas regiões pelos líderes ou pela sociedade. Essa forma de estupro somente é oficialmente liberada em regiões governadas pela Charia (a lei muçulmana), porém nem todos os teólogos muçulmanos interpretam o Alcorão de forma que ele libere realmente o estupro em certas ocasiões.5
  • um meio corretivo dentro do sistema carcerário. Embora autorizado em muitos países, o estupro carcerário não tem legitimação na legislação a não ser em alguns países governados pela Charia.
  • um fenômeno generalizado no decorrer de conflitos armados. Estupros de guerra são usados para humilhar, levar ao desespero, espalhar terror e medo e engravidar mulheres do inimigo. Embora que muitas vezes ordenados pelos lideres, não acham respaldo na legislação, a não ser em alguns países governados pela Charia.
  • uma prática ligada à prostituição. Já que o estupro é definido como prática não consensual do sexo, uma mulher ou menina que não é prostituta por vontade própria, mas forçada por outras pessoas, é estuprada não somente pelos cafetões, mas também pelos clientes. O estupro de uma mulher, uma vez presa dentro do sistema de prostituição, é tolerado amplamente pela sociedade, mas quase nunca pela justiça. O estupro em massa de uma prostituta nova ou de uma menina em processo de transformação para ser prostituta é uma prática comum e, do ponto de vista dos traficantes e cafetões, absolutamente necessária para conseguir a sua transformação: a sociedade e os clientes sabem disso e frequentam e usam as prostitutas depois com a maior naturalidade. Porém, a relação de um cliente com uma prostituta forçada é considerado crime por algumas associações e partidos políticos, mesmo se o cliente pague a devida taxa. A Alemanha e outros países europeus discutem até uma lei a respeito.6
  • estupro de homens contra homens. Estatísticas revelam que o estupro de homens contra homens é mais comum do que se imagina e apresenta baixo índice de denúncia: "homens sem voz" seriam milhares em todo o mundo, mas em especial em países nos quais as Instituições e a Justiça têm pouca eficácia. Para os homens, o estupro é tão humilhante quanto para as mulheres.7 8 9 10 .
Somando tudo, se estima que o numero de estupros em um dia fica, na média, no mínimo em mil por um milhão de habitantes. Alguns cientistas presumem uma cifra 40 vezes maior. Significa que acontecem em cada dia 7 até 140 milhões de estupros no mundo inteiro, ou, por ano, entre 2,5 bilhões e 100 bilhões. As variações enormes explicam-se por divergências sobretudo sobre a avaliação de em quais casos relações com prostitutas forçadas e esposas dependentes, submissas, sem direitos ou casadas contra a própria vontade devem ser consideradas estupros.

O estupro no mundo

"Tarquínio e Lucrécia", pintura de 1571 de Ticiano. O suicídio posterior da vítima causou muitas reflexões nas artes e na sociedade sobre a legitimação do estupro.
Até 1975, época em que a feminista norte-americana Susan Brownmiller lançou seu livro Against Our Will: Men, Women, and Rape,11 obra esta que se tornaria um marco na defesa pelos direitos femininos, havia a ideia de que a mulher poderia ter contribuído com o estupro, caso não tivesse tentado resistir. Assim, até então, quando uma mulher era violentada, tinha de provar que havia tentado resistir.
Também levava-se em consideração a maneira como a vítima estava vestida e até mesmo sua vida pregressa. Considerava-se que se a mulher estivesse vestida de forma tida como provocante, isso seria uma atenuante para o agressor. Da mesma forma, se ela tivesse vários parceiros também. A obra de Susan Brownmiller, contudo, abordava o estupro como sendo uma forma de violência, poder e opressão masculina e não de desejo sexual. Segundo ela, o estupro seria uma forma consciente de manter as mulheres em estado de medo e intimidação 12 .
Durante a ascensão de Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, o Egito começou a usar o abuso sexual como arma de guerra.13

Estupro na legislação

A maior parte do corpus jurídico mundial caracteriza o estupro como um crime sexual no qual há penetração.

Estupro na saúde

A médica sul-africana Sonnet Ehlers desenvolveu um preservativo feminino (conhecido como "camisinha antiestupro") que pode ajudar mulheres vítimas de tentativa de estupro.14 15 (ver: Preservativo feminino antiviolação)

Estupros no Brasil

No Brasil, apesar de ser crime hediondo, o estupro é um crime com alto número de ocorrências.
Quantidade de estupros registrados no Brasil16 17 18

Nota: Os dados acima não incluem os casos onde houve tentativa de estupro sem consumação do ato.

Estupro
Classificação e recursos externos
CID-9 E960.1
MedlinePlus 001955
MeSH D011902
Star of life caution.svg Aviso médico

Ver também

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Estupro
  • FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 731.
  • FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 731.
  • FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 779.
  • Aiatolá defende que todas as mulheres cristãs podem ser estupradas
  • Estupro étnico e religioso
  • [1]
  • Al Jazeera, The silent male victims of rape
  • psychiatryonline, Male rape: offenders and victims
  • NYTimes
  • VoaNews, Rape Congo
  • Against Our Will: Men, Women, and Rape. Susan Brownmiller, Random House Publishing Group, 1975. ISBN 9780449908204 Página visitada em 20/06/2013.
  • GIRARDI, Giovana. Estupro.
  • Egypt: Rampant torture, arbitrary arrests and detentions signal catastrophic decline in human rights one year after ousting of Morsi Anistia Internacional
  • Revista Época. Inventora distribui camisinha “antiestupro” na África do Sul durante a Copa. Visitado em 04/01/2012.
  • Superinteressante. Médica sulafricana distribui camisinhas antiestupro na Copa. Visitado em 04/01/2012.
  • 6º Anuário Brasileiro de Segurança Pública
  • 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública
  • Ligações externas



    sexta-feira, 22 de maio de 2015

    O ESTUPRO DO ANO E A MAIORIDADE PENAL!

    21/05/2015 18h49 - Atualizado em 21/05/2015 18h58

    MP pede internação de adolescentes suspeitos de estupro em escola de SP

    Menina de 12 anos diz ter sido violentada dentro do banheiro do colégio.
    Juiz analisa pedido para encaminhamento de menores à Fundação Casa.

    Do G1 São Paulo
    Caso de estupro ocorreu na Escola Estadual Leonor Quadros, no Jardim Miriam, na Zona Sul de SP, segundo vítima (Foto: Reprodução TV Globo)Caso de estupro ocorreu na Escola Estadual Leonor Quadros, segundo a vítima (Foto: Reprodução TV Globo)
    A Promotoria da Infância e Juventude pediu à Justiça, na tarde desta quinta-feira (21), a internação provisória dos três adolescentes suspeitos de estuprar uma menina de 12 anos dentro do banheiro de uma escola estadual na Zona Sul de São Paulo. A informação é da assessoria de imprensa do Ministério Público (MP).
    Segundo a advogada Yasmin Chehade, que defende a vítima, a garota reconheceu três adolescentes como os agressores. "Reconheceu na escola. Apontou os três. Só conhecia um deles de nome", disse. Os adolescentes estudam na mesma escola que a menina.
    O promotor Osvaldo Monteiro analisou a documentação enviada pela Polícia Civil e conseguiu ouvir o depoimento de um dos menores antes de pedir o encaminhamento dos três adolescentes à Fundação Casa, segundo o MP. Em relação aos outros dois menores, Monteiro pediu que a Justiça emita mandados de busca e apreensão para que eles sejam ouvidos.
    Até esta publicação, a 4ª Vara da Infância e Juventude não havia julgado o pedido, de acordo com a assessoria de imprensa Tribunal de Justiça (TJ). O conteúdo depoimento do garoto ouvido pelo MP nesta quinta-feira também não foi divulgado porque o caso envolve menores de idade e corre em segredo de justiça.
    Estupro
    A família da garota denunciou que ela foi vítima de estupro em uma escola da Zona Sul de São Paulo, segundo reportagem do SPTV de terça-feira (19). A estudante disse que foi estuprada por três alunos menores de idade dentro do banheiro da escola. O caso ocorreu na Escola Estadual Leonor Quadros, no Jardim Miriam.
    A mãe da menina contou que, no último dia 12, a filha foi levada pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) da escola para o pronto-socorro. No hospital, ela falou sobre o que tinha acontecido.
    “Ela sofreu, sofreu durante 50 minutos”, disse a mãe. “Ela foi arrastada até o banheiro masculino por um deles, e os outros dois já estavam dentro do banheiro esperando ela. E ela foi ali, né, cruelmente agredida. Ela não os conhecia, ela não tinha amizade com eles.”
    Mãe denunciou que três alunos teriam abusado de menina (Foto: TV Globo/Reprodução)Mãe denunciou que três alunos teriam abusado de menina (Foto: TV Globo/Reprodução)
    A menina está traumatizada. Depois de fazer os exames, foi medicada com um coquetel antiaids e deve ficar 30 dias em tratamento.
    “É uma dor muito grande, eu queria transferir tudo que ela sente pra mim, pra não ver ela passando por isso”, afirmou a mãe. “A gente toma cuidado com o caminho, por onde passa, onde vai, avisa, orienta, fala para tomar cuidado. E, de repente, dentro da escola acontece isso. É inadimissível.”
    'Lamentável'
    A ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou nesta quarta-feira (20) considerar “lamentável” o estupro de uma menina de 12 anos denunciado pela família dela e que teria sido cometido por outros três menores de idade dentro de uma escola da Zona Sul de São Paulo.
    “É lamentável. [Vejo] com muita tristeza, muita indignação. Isso não pode acontecer”, disse após a abertura do Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, que acontece no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
    Segundo a ministra, a violência de gênero e contra as mulheres passará a fazer parte do currículo do ensino médio e fundamental no Brasil.
    “Nós temos um pacto com o Conselho Federal de Educação, a Maria da Penha, eu, e com o ministro [da Educação, Renato] Janine de introduzir nos currículos de ensino médio e fundamental a temática não só de gênero, mas a temática de violência contra as mulheres. Isso já está aceito e eu tenho esperança que em 2016 isso esteja efetivamente implementado”, afirmou.
    Atendimento hospitalar
    Reportagem do Jornal Nacional desta quarta-feira (20) (veja no vídeo no topo) aponta que o Hospital Pérola Byington, referência no tratamento de mulheres e crianças vítimas da violência sexual, atendeu no ano passado mais de 2.400 casos. São quase sete por dia, e em mais da metade as vítimas são crianças com no máximo 11 anos de idade.
    As vítimas fazem exame de corpo de delito no próprio hospital e são atendidas por psicólogos e médicos. Segundo a pediatra Gabriela Zembruski Nunes, as vítimas chegam traumatizadas.
    "Elas chegam com sentimento de culpa, chegam com sentimento de medo que o agressor possa fazer alguma coisa contra elas e a família", explica. "Eles ameaçarem mesmo sendo da confinça da família, dizendo que vão matar a mãe, o pai, a família, a criança, então a criança chega com muito medo de ter revelado o abuso."

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    • Macaco Macaquito
      há 3 minutos
      Se se acham "homens" entre aspas para estuprar tinham que ser presos em cadeia de homens adultos pra aprender...
  • Rita Serra
    há 8 minutos
    Deveria dar pelo menos o nome dos meninos Para que todos os conhecidos soubessem
  • Ivan Sanches
    há 16 minutos
    3 vermes imundos, torço para q sofram muito na fundação casa, uma surra pra dormir e outra pra levantar.